O assalto ao Louvre, em 19 de outubro de 2025, não inaugurou uma nova modalidade de crime contra museus, mas tornou visível uma vulnerabilidade que estas instituições tendem a manter fora do olhar público, bem como a tensão inevitável entre a obrigação de mostrar e o dever de proteger. E, da mesma forma, evidenciou as contradições de sociedade que retira os objetos do mercado, os declara património e, simultaneamente, continua a atribuir-lhes valores económicos capazes de gerar o desejo de os devolver violentamente à circulação mercantil.

Foto: Il Giornale dell’Arte, 2025


