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O que é roubado, quando se rouba o museu?

O assalto ao Louvre, em 19 de outubro de 2025, não inaugurou uma nova modalidade de crime contra museus, mas tornou visível uma vulnerabilidade que estas instituições tendem a manter fora do olhar público, bem como a tensão inevitável entre a obrigação de mostrar e o dever de proteger. E, da mesma forma, evidenciou as contradições de sociedade que retira os objetos do mercado, os declara património e, simultaneamente, continua a atribuir-lhes valores económicos capazes de gerar o desejo de os devolver violentamente à circulação mercantil.

Galerie d’Apollon, Musée du Louvre, após o assalto de 19 de outubro de 2025
Foto: Il Giornale dell’Arte, 2025

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Dois dólmens, uma confeitaria e muita indiferença

Foram destruídos dois dólmens e os vestígios de uma villa romana inventariados na Herdade das Atafonas, na freguesia de Torre dos Coelheiros, ao pé de Évora, para dar lugar a plantação de um nogueiral intensivo. A destruição terá ocorrido em 2017, mas só agora foi detetada e publicitada na sequência de uma visita de técnicos do Município de Évora ao local.

Vestígios dos dolmens destruídos
Herdade das Atafonas
Imagem: Expresso, 2026

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O silêncio perante as armas apontadas ao património

Num post publicado nas redes sociais, Niloofar Yazdkhasti, museóloga iraniana e Vice-presidente do Comité de Comunicação do ICOM, pergunta onde está a comunidade global num momento em que, no Irão, os museus estão encerrados e a vida quotidiana se desenrola sob violência, incerteza e silenciamento (ver aqui). Também Homa Taj Nasab, outra museóloga de origem iraniana, tem vindo a denunciar a crescente distância entre a linguagem ética das instituições culturais globais e a sua expressão pública em contextos de crise aguda, questionando até que ponto a ética institucional se torna efetiva quando confrontada com situações de risco real para profissionais e comunidades culturais (ver aqui).

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