O dia 6 da #MuseumWeek teve como tema #MuseumSelfie, destinando-se à publicação de selfies (ou afins) feitos no museu. Achámos que seria uma boa oportunidade para experimentar uma nova ferramenta, o Storify.
O dia 4 da #MuseumWeek teve, como tema, #BehindtheArt, promovendo o edifício que sustenta a obra exposta. Desfilaram as imagens de edifícios evidenciando um uso anterior à função museológica, historiografias da arquitetura dos museus, salas e vitrinas ainda vazias ou museografias arcaicas… Foi um dia de viagens ao passado, com fragmentos de uma história ignorada ou esquecida. Continuar a ler “#MuseumWeek, dia 4”
O terceiro dia da #MuseumWeek abriu portas às memórias dos visitantes permitindo-lhes partilhar as memórias: #LoveMW, #MuseumMemories. Ao longo do dia, sucederam-se olhares particulares sobre as obras expostas, perspetivas pessoais e intimistas.
O dia 2 da #MuseumWeek teve como tema #MuseumMastermind, um jogo interativo que os museus aproveitaram para conferir os conhecimentos do público. Ou, ligeiramente diferente, uma oportunidade para chamar a atenção para as obras menos conhecidas, perspetivas menos óbvias, detalhes particulares. Se ontem, o dia foi marcado pela curiosidade que nos levou a espreitar o que está para lá do percurso expositivo, hoje o propósito foi essencialmente lúdico. Continuar a ler “#MuseumWeek, dia 2”
No primeiro dia da #MuseumWeek, andámos pelos bastidores dos museus.
Comecei por gostar da presença do Museu do Côa
Very excited @Museucoa to take part in / Muito entusiasmados com a #MuseumWeek Be sure to follow / acompanhe-nos! pic.twitter.com/sG0MtHbHNv
17 de março, Accademia delle Belle Arti di Brera, em Milão.
Um visitante, jovem estudante, em visita ao museu, encontrou a escultura Satiro ubriaco [sátiro adormecido], também conhecido como o Fauno Barberini, atribuída à oficina de Antonio Canova, datada de princípios do século XIX e de óbvia referência neoclássica, feita a partir da cópia de um original grego da época helenística, de cerca de 220 a.C., atualmente na Gliptoteca de Munique (Inv. 218). O jovem deve ter achado alguma graça à figura, ou à atitude, com o corpo estirado sobre uma rocha em evidente estado de embriaguez, a cabeça pendida sobre o ombro, o braço direito erguido a servir-lhe de apoio, as pernas despudoradamente abertas… Continuar a ler “Selfie no museu”
Se tudo e todos têm um dia, como podiam os blogues de museus não marcar também um dia? No twitter, ao longo do dia têm sido ininterruptas as conversas sobre museus: notícias, comentários, reflexões, provocações, partilhas…
O Tesouro de San Gennaro é considerado uma das principais coleções de ourivesaria e joalharia existentes no mundo, com um valor patrimonial comparável às joias da coroa de Inglaterra ou de França ou dos czares da Rússia. San Gennaro, bispo e mártir no século III, é o padroeiro da cidade de Nápoles, onde são veneradas as suas relíquias.
Collana di San Gennaro Ouro, prata, gemas e incorporação de joias. Michele Dato, 1679-1879.
Durante séculos, ficaram à margem. Longe do olhar, nos capitéis, escondidos na talha das molduras, perdidos entre as ramagens luxuriantes dos manuscritos medievais, ficavam à margem dos temas principais. O macaco, ou o homem selvagem, acompanhados por uma multidão de seres pérfidos ou maliciosos – cabras, porcos, javalis, grifos, sereias, centauros – criavam uma antonímia complementar da representação religiosa. Ao macaco, em particular, atribui-se uma função caricatural da humanidade, mas também uma oportunidade catártica de, através dele, se expressar o seu lado inferior e bestial.
Decorated Text Page (detail), Flemish, 1450s. J. Paul Getty Museum
Chapter House, 12th century French, Aquitaine; from the Cistercian abbey of Notre-Dame at Pontaut, south of Bordeaux The Cloisters Collection, 1935 (35.50)
(Estas são opiniões incoerentes e politicamente incorretas)
Passar pelo museu não significa ver as obras expostas e, muito menos, compreender o que está exposto. Porque o museu continua a ser um espaço de eleição e de elites; porque o museu continua a ser um espaço sacralizado, cujo percurso se faz com a regularidade de um rito; porque o museu mantém um registo monológico, cumprindo as atribuições enquanto emissor da mensagem sem fundamentar a função comunicativa na relação que estabelece com os públicos-recetores.